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01

Jun

2026

As cicatrizes de acne podem ser prevenidas? Porque a intervenção precoce é mais importante do que nunca

Education Skin Concerns

Para muitos pacientes, a acne não termina quando as lesões desaparecem. A vermelhidão atenua-se, a inflamação diminui, mas as cicatrizes permanecem. Os especialistas da Cynosure Lutronic com quem falámos acreditam que a conversa sobre acne precisa de evoluir: deixar de se focar apenas nas lesões ativas e passar a dar maior atenção à prevenção dos danos duradouros que podem deixar. Porque, quando se trata de cicatrizes de acne, o momento certo é fundamental. Os pacientes estão a mudar a forma como encaram a saúde da pele. De acordo com o Skinsights 2025, os públicos mais jovens valorizam cada vez mais a prevenção e a saúde da pele a longo prazo, adotando uma atitude mais proativa em vez de esperar que os problemas apareçam. Os clínicos acreditam que o tratamento da acne está a seguir a mesma tendência.

Porque a acne e as cicatrizes merecem mais atenção
Historicamente, as preocupações com a pele centravam-se sobretudo nos sinais de envelhecimento: rugas, linhas finas e flacidez.

Mas os dados mostram que os problemas de pele começam muito antes e manifestam-se de forma diferente entre gerações. Segundo o Skinsights 2025, 89% dos participantes referiram ter pelo menos uma preocupação relacionada com a pele, sendo as cicatrizes uma das mais frequentes em todos os grupos demográficos. Entre os públicos mais jovens, a acne, as cicatrizes e a pigmentação foram preocupações significativamente mais relevantes do que os sinais tradicionais de envelhecimento.

Isto levanta uma questão importante para os clínicos: O tratamento da acne deve limitar-se a eliminar as lesões ativas ou deve também procurar prevenir aquilo que vem a seguir? Porque, enquanto as lesões acabam por desaparecer, as cicatrizes podem permanecer durante décadas.

As cicatrizes de acne podem ser prevenidas?
Quando questionado sobre o futuro do tratamento da acne, o Dr. Guy Erlich respondeu com uma única palavra: “Prevenção”.

Essa filosofia reflete mudanças mais amplas nas atitudes dos pacientes. O Skinsights 2025 identificou um interesse crescente pela prevenção, pela intervenção precoce e pela manutenção da saúde da pele antes que os problemas se agravem. Os clínicos acreditam que a gestão da acne deve seguir o mesmo princípio e que a prevenção começa muito antes do aparecimento das cicatrizes.

A Dra. Katharina Herberger acredita que a intervenção acontece frequentemente demasiado tarde: “A acne não é particularmente difícil de tratar. O problema é que, muitas vezes, o tratamento é demasiado conservador durante demasiado tempo.”

Ela acredita que identificar precocemente os casos mais graves continua a ser uma das maiores oportunidades para reduzir os danos a longo prazo. “É fundamental identificar os casos mais severos e tratá-los precocemente.”

O Dr. Guy Erlich acrescenta: “O tratamento precoce e eficaz da acne ativa é essencial para prevenir ou minimizar cicatrizes permanentes. Depois de formadas, as cicatrizes tornam-se significativamente mais difíceis de tratar.”

O desafio é que muitos pacientes esperam demasiado tempo. Muitos acreditam que a acne irá desaparecer naturalmente. Outros experimentam conselhos encontrados nas redes sociais ou adiam a procura de ajuda até que a inflamação se torne persistente. No entanto, os clínicos observam cada vez mais que o atraso no tratamento é um dos principais fatores associados a alterações permanentes da pele.

Porque é que a acne deixa cicatrizes?
As cicatrizes formam-se quando a inflamação atinge estruturas mais profundas da pele e interfere com o colagénio. A Dra. Cathy Dierckxsens explica: “A inflamação profunda destrói colagénio durante o processo de cicatrização.” O Dr. Pedro Santos vai mais longe: “Uma cicatriz não é simplesmente pele marcada. É tecido diferente.” Esta distinção é importante porque as cicatrizes representam alterações estruturais e não apenas imperfeições superficiais. A pele tenta reparar-se, mas nem sempre consegue reconstruir o tecido original. Em vez disso, forma tecido de substituição que se comporta de forma diferente da pele saudável. Por isso, as cicatrizes não desaparecem simplesmente com exfoliantes, produtos cosméticos ou o passar do tempo. Diferentes tipos de cicatrizes comportam-se de forma diferente:

  • Cicatrizes “ice-pick” criam depressões profundas e estreitas
  • Cicatrizes “boxcar” têm depressões com margens bem definidas
  • Cicatrizes “rolling” criam uma textura irregular e ondulada
  • Cicatrizes hipertróficas desenvolvem um tecido elevado e espessado

É frequente coexistirem vários tipos de cicatrizes no mesmo paciente, tornando o tratamento mais complexo.

O que aumenta o risco de cicatrizes de acne?
Nem todos os pacientes com acne irão desenvolver cicatrizes. No entanto, prever quem irá desenvolver cicatrizes continua a ser difícil. O Dr. Guy Erlich refere que, apesar dos avanços no conhecimento da doença, ainda não é possível prever de forma fiável quais os pacientes que irão desenvolver cicatrizes pós-acne. O que os clínicos conseguem identificar são os fatores que aumentam o risco: o tratamento tardio, a inflamação persistente, a genética e o acne inflamatório grave desempenham todos um papel. Tal como mexer nas lesões. A Dra. Cathy Dierckxsens aconselha: “Evite mexer ou espremer as lesões, pois isso aumenta significativamente o risco de cicatrização.”

Embora possa parecer inofensivo, o trauma mecânico aumenta a inflamação e o dano no colagénio. Um hábito aparentemente simples pode ter consequências duradouras. Os clínicos defendem a importância da intervenção precoce não porque todos os pacientes irão desenvolver cicatrizes, mas porque ninguém consegue prever com segurança quem irá desenvolvê-las.

Porque é que o tratamento do acne está a mudar?
No passado, a abordagem era simples: Primeiro tratava-se a acne ativa, e depois tratavam-se as cicatrizes. Mas cada vez mais clínicos questionam se esse modelo serve realmente os interesses dos pacientes. O Dr. Pedro Santos argumenta: “Vamos finalmente abandonar o modelo de tratar a doença ativa hoje e as cicatrizes daqui a cinco anos.”
Em vez disso, os tratamentos estão a tornar-se mais integrados. Inflamação, vermelhidão, pigmentação e remodelação precoce dos tecidos podem ser abordadas em simultâneo, e não em fases separadas.
Qual é o papel dos dispositivos?

As tecnologias baseadas em energia estão a mudar a forma como os clínicos encaram o tratamento da acne. Ao contrário da medicação isolada, estes dispositivos podem ajudar a controlar a doença ativa enquanto promovem simultaneamente a remodelação cutânea. O Dr. Guy Erlich explica: “Os EBDs conseguem estimular simultaneamente a remodelação dérmica.”

Dentro do ecossistema Cynosure Lutronic, os clínicos recorrem cada vez mais a diferentes tecnologias consoante a apresentação clínica do paciente. O Derma V e o Hollywood Spectra são utilizados para abordar os componentes inflamatórios, vasculares e bacterianos da acne ativa. O LaseMD Ultra contribui para a remodelação epidérmica e para a melhoria de cicatrizes superficiais, enquanto o Mosaic 3D está a emergir como uma opção orientada para a prevenção, promovendo a remodelação precoce dos tecidos.

Em vez de substituírem totalmente a medicação, estas tecnologias complementam planos terapêuticos multimodais centrados na intervenção precoce e na saúde da pele a longo prazo.

O sucesso já não deve ser medido apenas pelo desaparecimento das lesões.
O verdadeiro objetivo é proteger a pele dos danos que a acne ativa, quando não tratada ou insuficientemente tratada, pode causar ao longo do tempo. Para descobrir como estas tecnologias podem complementar os seus protocolos de tratamento, fale com um dos nossos especialistas.